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(S)em Sentido

Nem tudo o que parece é, fica para ver...

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14.Ago.18

Sérgio Conceição: O homem por detrás da máscara futebolística

Claudia de Almeida

sergio-conceicao-revista-cristina

 (Fonte: http://revistacristina.com/sergio-conceicao-falei-pela-primeira-vez-do-que-tinha-guardado-na-alma/)

 

Conheci o mister Sérgio Conceição há alguns meses por mero acaso em Braga, uma coincidência feliz que, me permitiu conhecer o homem por detrás do treinador de futebol, o campeão nacional 2017/2018 tal e qual como ele é na sua vida quotidiana, sem filtro como costumo dizer. Para quem nunca se cruzou e travou um diálogo com o Homem é fácil afirmar que estamos perante um ser arrogante, alguém que se acha mais do que é, até talvez, é demasiado simples na verdade, eu própria, como espectadora ocasional de futebol sentia isso cada vez que assistia a uma conferência de impressa ou assistia a um jogo do Futebol Clube do Porto.

Devo ressalvar antes de continuar que, não sou adepta do Futebol Clube do Porto, sou benfiquista desde que me conheço (não sendo, no entanto, a maior fã de futebol), embora ao longo da minha vida tenha conhecido algumas outras paixões, uma delas partilhada com o Sérgio, a Académica de Coimbra. Mas voltemos ao que interessa, os poucos minutos que compartilhei com o mister Sérgio Conceição em Braga, em pleno Santuário do Bom Jesus, deram-me a conhecer um homem completamente distinto daquele que conhecia da televisão, do homem enquanto treinador de futebol, um Homem humilde, simpático, alguém de sorriso fácil.

A entrevista que deu à apresentadora Cristina Ferreira, logo, à revista Cristina, demonstrou com clareza o homem por detrás do treinador: um menino em corpo de homem que cedo e inesperadamente perdeu os pais, que teve de crescer de certo modo rápido e sozinho num mundo altamente competitivo como o futebol e conseguiu ainda singrar. Confesso que aquela entrevista me foi complicada de ler em termos emocionais pela história de vida do Sérgio, mas sobretudo porque as perguntas feitas pela Cristina me fizeram perceber que o Sérgio faz parte daquele grupo de pessoas que muita gente “odeia” simplesmente por ser treinador de clube de futebol adversário.

No domingo, voltei a cruzar-me novamente por coincidência com o Sérgio em Coimbra, e mais uma vez me surpreendi com a humildade e disponibilidade dele, não do treinador, porque o Sérgio como treinador vai sempre gerar “amor” e “ódio”. O Sérgio não se escondeu, não recusou conversar com as pessoas que rodearam a mesa onde se encontrava sentado com a família a tomar o pequeno-almoço, permaneceu sorridente e afável com todos quantos o abordavam, e essa é a diferença entre saber de onde se veio, quem se é, e para onde se quer ir.

Bem-haja, Sérgio!